"No fundo todos nós temos necessidade de dizer quem somos e o que estamos fazendo e a necessidade de deixar algo feito, porque a vida não é eterna e deixar algo feito é uma forma de eternidade". - Autor Desconhecido

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sexta-feira, 4 de março de 2011

O Esteriótipo

Bom... Agora devidamente dormidos e descançados vamos pensar mais um pouquinho...
Disse outro dia que você é o espelho do próximo... Já é um começo.
Disse também que você tem várias personalidades...
Hmm...


Começando então...
Quando você tem seu primeiro contato com determinado grupo você tem as seguintes reações:
1- Estranhar;
2- Observar o comportamento dos seus integrantes;
3- Analisar quais são os meios de "crescer socialmente" dentro daquele grupo;
4- Adaptar-se.


Vamos por partes:
1- Você é o estrangeiro, o cara louco que chegou agora e que nao entende nada. Totalmente perdido nas atitudes alheias... Não sabe no que o grupo acredita ou o que ele quer de você.

2- Você elege O CARA*. No seu conceito ele é o melhor, akele que ta no topo do grupo. Você quer ser como ele.
*Detalhe: você não pensa como as pessoas daquele grupo, a sua concepção de "o cara" não é como a deles, a sua visão natural de mundo não é como a deles. O cara que você elegeu pode ser O ZÉ RUELA... Eaí pra você se dar mal... 2 palitos.

3- Você busca ascender naquele grupo. Você cria na sua cabeça uma série de tipificações e relevâncias para tentar se sobressair aos outros, ou seja, você traça caminhos que pretende seguir para que olhem pra vc como membro daquele grupo, e para isso voce imita aquele ESTERIÓTIPO que você elegeu. Sendo ele o certo ou o errado. (Isso se chama EFEITO ESPELHO, você se preocupa com a imagem que as pessoas têm de voce. Por isso até as suas várias personalidades em vários grupos).
Sendo assim, se você caiu no asterisco do item 2....... Lascou-se.

4- Se você depois de talvez se lascar no raio do asterisco ainda sobreviver no grupo -trágico-, você finalmente se adapta, sofre uma evangelização.
Oh beleza! Vai virar crente! \o/
Vai nada, vai apenas passar a crer e entender as coisas que aquele grupo tão difícil de se entrar leva como lema de vida. Vai passar a viver daquele jeito, e como consequencia vai negar as suas raízes, deixar de fazer coisas que fazia antes para nao voltar a ser o chefe do grupo dos zé ruelas que era.


Fonte de pesquisa:
Aula de quinta-feira;
Meu cérebro.

terça-feira, 1 de março de 2011

Schutz... A Continuação do Estrangeiro

Nós.
Meros humanos.
Vivemos basicamente do espelho dos outros.
Triste, né?
Vivemos mais preocupados com o que as pessoas ao nosso redor vao pensar de nós do que com o que nós mesmos vamos.
Espelhos uns dos outros....
Aiai.... Foda

Para pra pensar... Quem é você?
Você é aquele cara bacana, extrovertido, cheio de amigos em volta ou o anjinho em casa quando está na frente da mamãe e do papai?
A resposta é simples: você é aquele que te convém no momento. Você não tem uma personalidade só. Você é aquele que o grupo no qual está inserido no momento exige que você seja. E era isso que dizia a teoria de Schutz, uma espécie de continuação do estrangeiro de Simmel.
Calma, você não é um duas ou tres ou quatro caras. É meio que um instinto. Você vai buscar ser sempre aquele que julga ter mais acesso às possibilidades sociais dentro do seu grupo. Mas isso nem é tão ruim assim... Pode te ajudar a formar sua personalidade. Ou não, caso você seja um babaca e não saiba o que quer.

Hmm....
E sabe o que é mais estranho? O fato de você se estranhar.
Você cria tantas personalidades buscando ascensão em tantos ambientes diferentes que quando se dá por si muitas vezes nem sabe mais quem é você de verdade. Você entra em contradição com você mesmo.
Eta coisa boa!
Pronto, agora eu já não sei mais nem quem eu sou, rs...

Que tal desistir de pensar e ir dormir? xD

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O ESTRANGEIRO

 Segundo o Aurélio (dicionário):
Estrangeiro:
adj.
1. Que é de outra nação;
2. Que não é nacional; não português.

 Segundo Simmel:
Estrangeiro:
O cara que veio de outro canto com outra cabeça, outra culturam outras idéias... Possível ameaça. Conhecido também como o estranho, o maluco, o diferente.

Pra explicar "o estrangeiro", primeiro temos que entender a Sociologia Formalista (criada por George Simmel, filósofo e sociólogo judeu que vivia na Alemanha - louco).
Segundo a Sociologia Formalista, o homem procura dar uma forma à realidade... Sem querer lembrar, é claro, que ele não a controla, ele nem ao menos a conhece.
O cérebro humano é muito limitado nesse sentido, não se pode saber TUDO o que está acontecendo exatamente agora. Podemos controlar malemá a nossa realidade.
Enquanto você está aqui lendo pode ter um chinezinho jantando baratas, ou grilos... Ou um índio comendo formigas cortadeiras.
Você não sabe. Eu não sei. O homem não pode saber.
Todos nós na mesma realidade? Ou cada um na sua própria?
Somos imensamente ignorantes.
Se dermos uma forma à realidade agora e piscarmos... puff... já se foi a nossa forma. Ela já mudou e já quebrou a "casquinha" que havíamos criado.

Agora voltando ao estrangeiro... Ele é o chinezinho... Ou o índio... Como você preferir.
Se eles está comendo insetos e você acha nojento pra mim você é uma pessoa normal, mas pra eles somos 2 estranhos... Porque dentro da realidade deles os estrangeiros somos nós... Quem come boi morto somos nós... Na índia ele é sagrado... Eaí? Trágico né?
O estrangeiro ainda nos trás uma outra teoria sociológica: a fenomenologia (criada por Alfred Schultz, filósofo e sociólogo austríaco que morava nos EUA).
Esse palavrão quer dizer que na verdade nos deparamos com 2 realidades: a nossa (interna) e a dos outros (externa), sendo a nossa sempre a normal, a bonitinha, a perfeita - afinal, fomos criados assim - e a dos outros as loucas.
Quanto mais distantes a cultura deles, mais loucos eles são, mais estranhos... e mais conflitosas com o que consideramos a REALIDADE.

Fontes de pesquisa:
http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=estrangeiro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Sch%C3%BCtz